O ataque de pânico noturno é caracterizado por despertar noturno súbito com acentuados sintomas físicos como taquicardia; falta de ar; sensação de sufocamento; dormência e/ou formigamento nas mãos ou pés; calafrios; hiperventilação; sensação de perigo; distanciamento da realidade, entre outros sintomas.
Ocorre na fase de sono NÃO-REM, especialmente nos estágios 2 e 3. No 2º estágio, o cérebro começa a se “desconectar” dos estímulos externos, a temperatura e ritmo cardíaco e respiratório diminuem; no 3º estágio, a atividade cerebral diminui e o corpo começa a entrar em sono profundo. O fato de ocorrer nessa fase faz com que a pessoa não esteja consciente sobre o ataque até acordar de maneira brusca e geralmente apavorada.
Quando se aproxima a hora de dormir, a pessoa fica tensa e surgem sintomas como palpitações, sudorese e inquietações.
Existem ataques que acontecem até mesmo sem um gatilho aparente. O ataque de pânico noturno gera sensações semelhantes ao que ocorre quando a pessoa está acordada. Os pacientes despertam do sono achando que vão morrer a qualquer momento.
Essa sensação pode estar ligada algumas vezes à taquicardia e hiperventilação. A apneia do sono também pode ser um fator que leva uma pessoa a ter ataque de pânico noturno.
Normalmente, os indivíduos que não conseguem se afastar das preocupações da rotina tendem a apresentar dificuldade para dormir. Nessas circunstâncias, o cérebro continua ativo porque está habituado a antecipar situações de negatividade que impedem o relaxamento mental.
O ataque de pânico noturno, caracterizado por despertar abrupto e intenso medo, pode afetar significativamente a qualidade de vida. Compreender seus sintomas e causas é fundamental para buscar ajuda profissional e adotar estratégias eficazes para controlar a ansiedade e promover o bem-estar. Ao combinar terapias, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico, é possível gerenciar os ataques de pânico noturno e recuperar noites de sono tranquilas.