Ataques de pânico noturno: O que é e como afeta seu sono

O ataque de pânico noturno é caracterizado por despertar noturno súbito com acentuados sintomas físicos como taquicardia; falta de ar; sensação de sufocamento; dormência e/ou formigamento nas mãos ou pés; calafrios; hiperventilação; sensação de perigo; distanciamento da realidade, entre outros sintomas.

Ocorre na fase de sono NÃO-REM, especialmente nos estágios 2 e 3. No 2º estágio, o cérebro começa a se “desconectar” dos estímulos externos, a temperatura e ritmo cardíaco e respiratório diminuem; no 3º estágio, a atividade cerebral diminui e o corpo começa a entrar em sono profundo. O fato de ocorrer nessa fase faz com que a pessoa não esteja consciente sobre o ataque até acordar de maneira brusca e geralmente apavorada.

Quando se aproxima a hora de dormir, a pessoa fica tensa e surgem sintomas como palpitações, sudorese e inquietações.

Existem ataques que acontecem até mesmo sem um gatilho aparente. O ataque de pânico noturno gera sensações semelhantes ao que ocorre quando a pessoa está acordada. Os pacientes despertam do sono achando que vão morrer a qualquer momento. 

Essa sensação pode estar ligada algumas vezes à taquicardia e hiperventilação. A apneia do sono também pode ser um fator que leva uma pessoa a ter ataque de pânico noturno.

 

Sintomas:

  • Medo de perder o controle ou enlouquecer;
  • Medo de morrer;
  • Desrealização ou despersonalização, ou seja, a pessoa sente que não é real ou se sente desapegada do corpo;
  • Palpitações, batimentos cardíacos acelerados ou frequência cardíaca acelerada;
  • Tremor;
  • Sudorese;
  • Sentir falta de ar ou sufocamento;
  • Náusea ou desconforto abdominal;
  • Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio;
  • Sensação de engasgo;
  • Calafrios ou ondas de calor;
  • Parestesia, ou seja, formigamento ou dormência;
  • Dor ou desconforto no peito.

 

Preocupações em Excesso

Normalmente, os indivíduos que não conseguem se afastar das preocupações da rotina tendem a apresentar dificuldade para dormir. Nessas circunstâncias, o cérebro continua ativo porque está habituado a antecipar situações de negatividade que impedem o relaxamento mental.

 

  • Praticar exercícios físicos regularmente para diminuir os níveis de ansiedade e promover o relaxamento mental;
  • Criar uma rotina de sono, com horários fixos para dormir e acordar;
  • Manter o quarto limpo, arejado, confortável e com pouca iluminação à noite;
  • Adotar terapias alternativas que visam o relaxamento, como ioga, meditação e similares;
  • Buscar ajuda profissional especializada para determinar o tratamento mais adequado para o seu caso.

 

O ataque de pânico noturno, caracterizado por despertar abrupto e intenso medo, pode afetar significativamente a qualidade de vida. Compreender seus sintomas e causas é fundamental para buscar ajuda profissional e adotar estratégias eficazes para controlar a ansiedade e promover o bem-estar. Ao combinar terapias, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico, é possível gerenciar os ataques de pânico noturno e recuperar noites de sono tranquilas.